quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Jesus caminha sobre as águas e Pedro com ele...

Jesus caminha sobre as águas e Pedro com ele...


Na perspectiva da Teologia Judaica, no mar o homem estava à mercê das forças demoníacas; e só Deus podia salvá-lo.
O nosso saber humano não é capaz de nos livrar do medo. O medo nos acompanha em nossa vida, ele é o vento forte que fustiga nosso barco.
O vento, no mar, em noite escura representa o mundo em que vivemos, o nosso hoje da opressão, do egoísmo, da perseguição religiosa, da injustiça; mas o filho de Deus virá.
Virá caminhando sobre as ondas da nossa vida, mesmo nos nossos caminhos mais tortos, Jesus virá dizendo:

“Tende confiança, sou Eu, não tenhais medo”.

Nossa fé está solidificada em Jesus Cristo e por isso gritamos como Pedro gritou:
“Senhor, Salva-me!”
Pedro é, aqui, o representante dessa comunidade dos discípulos, que vai no barco (a Igreja).
E nós dizemos também:
Salva-me Senhor, das minhas dúvidas, do meu medo porque o mundo quer nos mostrar que nossos valores estão ultrapassados, que só venceremos sendo gananciosos, arrogantes e orgulhosos.
Salva-nos, Senhor!
E Jesus, quando perdemos a Esperança, vem estende-nos a sua mão e nos reergue novamente; e nós vislumbramos um novo dia de sol, o sol da nossa fé. O vento se acalma, dando lugar à paz e à esperança.
O final do texto evangélico culmina na Confissão de fé dos discípulos:

“Verdadeiramente, Tu és o Filho de Deus!”

E nós por que duvidamos?
Em nosso coração, então rezemos:
Cristo Jesus, nós Te bendizemos pela Tua ressurreição!

“Verdadeiramente, Tu és o filho de Deus!”

Salva-me Senhor!

                                                                                                               Maria Celeste Ventura Ferreira


Ilustração: Ivan Konstantinovich Aivazovsky

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Assunção de Nossa Senhora - Mãe de Deus

Assunção de Nossa Senhora - Mãe de Deus



Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”

Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.
Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.
É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho celebrou os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos.
Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova 

Abadia da Dormição de Nossa Senhora


A Abadia da Dormição no Monte Sion

No dia 15 de agosto católicos no mundo todo celebram a Festa da Assunção de Maria, comemorando a elevação da Virgem Maria aos Céus no fim da sua vida terrena. A festividade é conhecida pelas igrejas ortodoxas como Dormição (adormecer) do Theotokos, e esse também é o nome do santuário católico em Jerusalém que comemora o evento: a  Hagia Maria Sion ou Abadia da  Dormição. A sólida igreja beneditina, com seu alto campanário cupulado visível a partir de vários pontos na cidade, situa-se no Monte Sion. O monte era parte da cidade superior murada nos tempos antigos, mas hoje em dia se encontra fora das muralhas da Cidade Velha, perto do Portão de Sidão. Bem ao lado está o local venerado como a tumba do Rei Davi, e quase diretamente acima o Cenáculo - a Sala Superior onde Jesus celebrou a Última Ceia com seus discípulos. Por causa da santidade especial do local, ele se tornou a localização de uma igreja judaico-cristã conhecida como Igreja dos Apóstolos.

No início do século V os cristãos bizantinos construíram ali a grande basílica de Hagia Sion (Santo Sion), destruída pelos persas em 614. No século XII os cruzados construíram uma igreja ainda maior chamada Santa Maria em Monte Sion (Nossa Senhora do Monte Sion), mas esta também foi destruída em 1187.  O local ficou abandonado até o final do século XIX, quando por iniciativa do Kaiser alemão Wilhelm II, a atual basílica foi construída e inaugurada em 1910.  

A Dormição é um destino popular tanto para peregrinos quanto para os residentes locais. Internamente, a basílica circular é incrível pela sua simplicidade e beleza.  No centro do seu abside semicircular há um mosaico de maria e do menino Jesus, com as figuras dos doze profetas abaixo deles. Em volta da igreja há seis capelas laterais decoradas por lindos mosaicos que descrevem cenas como Maria e o menino Jesus recebendo peregrinos, a árvore genealógica de Jesus, João Batista na margem do Rio Jordão, São Benedito - o fundador da ordem beneditina, e outros santos.

Duas escaleiras espirais descem para a cripta, uma sala redonda sustentada por pilares com uma escultura de Maria "adormecida" no centro. No teto acima dela está a figura de Jesus, como se estivesse zelando por ela, rodeado pelas grandes mulheres da bíblia: Eva, Miriã, Yael, Rute, Ester e Judite.  Atrás desta sala principal há várias outras capelas e outros altares doados por vários países.

Com Maria conhecida na tradição cristã como a "Filha de Sion" personificada, muito identificada com o povo de Israel, é adequado que o seu local de descanso seja preservado no Monte Sion, onde Jesus instituiu a eucaristia e onde o Espírito Santo descendeu sob os apóstolos no Pentecostes. As palavras do Papa Bento XVI nos ajuda a meditar sobre a assunção de Maria aos céus:

"Ao contemplar Maria na glória celeste, compreendemos que também para nós a terra não é a pátria definitiva e que, se vivermos voltados para os bens eternos, um dia partilharemos a sua mesma glória e também a terra se tornará mais bela."

(Papa Bento XVI, Audiência Geral em Castel Gandolfo, 16 de agosto de 2006)

Fonte: www.holyland-pilgrimage.org 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Agosto, mês das Vocações

Agosto, mês das vocações

Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda diretamente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo, (cf. Mc 2,14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: "Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus." (Rom 1, 1)

Vocação é chamado e resposta. É uma semente divina ligada a um sim humano. Nem a percepção do chamado, nem a resposta a ele são tão fáceis e tão "naturais". Exigem afinação ao divino e elaboração de si mesmo, sem as quais não há vocação verdadeira e real.

Essa escolha pessoal, de amor, é concretizada de uma forma bem objetiva no Sacramento do Batismo, que por isso se torna fundamento e fonte de todas as vocações. É neste chão fértil, carregado de húmus divino, regado pelo sangue de Jesus, que brotam as vocações específicas, aquelas que cabem diferentemente a cada um. Algumas delas são mais usuais e comuns, como a de casal cristão, de leigo cristão, de catequista, de animador da caridade na comunidade.