quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Meditando sobre o Natal - Tema Mensal dez /13

Tema Mensal - Dezembro 2013




O Nascimento do Senhor


“ Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo povo: hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é Cristo Senhor ” (Lc 2, 10-11)

“Concedei-nos, Senhor, a graça de participar da divindade dAquele que se dignou assumir nossa humanidade” - Coleta da Missa de Natal.

“ Naqueles tempos saiu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda terra ” Lc 2, 1. Hoje podemos ver claramente que o decreto do imperador romano foi uma providência de Deus. Maria e José foram a Belém por essa razão e ali nasceu Jesus, segundo fora profetizado muitos séculos antes ( Miq 5, 2 ).

Chegaram a Belém com a alegria de estarem já no lugar dos seus antepassados, e também com o cansaço de uma viagem de quatro ou cinco dias por caminhos em más condições. Maria, principalmente, deve ter chegado muito cansada devido ao seu estado. Horas em cima de um burrinho, com as pernas pendentes, já sentindo o peso de uma longa viagem, não recomendada a mulheres no último mês de gestação. E em Belém não encontraram lugar algum onde instalar-se. Imaginemos bem a cena: José explicando e voltando a explicar a mesma história: de onde vinham, o porquê, a gestação... E Maria vendo e escutando as negativas feitas a José. Ninguém deixou Cristo entrar. Fecharam-lhe as portas. Maria, provavelmente, sentiu pena em seu coração, de José e das pessoas que não acolheram o Salvador. Decidiram permanecer provisoriamente numa daquelas grutas que serviam de estábulo, repousando até encontrarem um lugar mais apropriado. E naquele lugar, com a simplicidade mais absoluta, deu-se o maior acontecimento da humanidade: “ Estando eles ali, completaram-se os dias do parto” Lc 2, 6.

 Jesus, recém nascido, não fala, mas desde já inicia sua missão, já nos transmite a primeira lição. Nasce pobre e ensina-nos que a felicidade não se encontra na abundância de bens. Vem ao mundo sem ostentação alguma, e anima-nos a ser humildes e a não estar preocupados com os aplausos dos homens. “Deus humilha-Se para que possamos aproximarmo-nos Dele, para que possamos corresponder ao Seu amor com o nosso amor, para que nossa  liberdade se renda, não só ante o espetáculo do Seu poder, como também ante a maravilha da Sua humildade” - São José Maria Escrivá.

Jesus, Maria e José estão sós. Mas Deus procurou gente simples para acompanhá-los: uns pastores que por serem humildes, não se assustariam ao encontrarem o Messias numa gruta. Naquela noite, eles foram os primeiros e únicos a conhecer o cumprimento da profecia: ”O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz ” Is 9, 2. “ A glória do Senhor envolveu-os com uma grande luz” Lc 2, 9.

Atualmente, a luz da noite de Belém chegou a muitos corações, mas ainda a escuridão permanece em tantos outros. Mas devemos lembrar que essa alegria da Boa Nova do nascimento de Cristo e em Cristo é destinada a todos os corações humanos. Deus quis que os pastores fossem os primeiros mensageiros da Salvação. “ E todos os que os ouviam maravilhavam-se com o que lhes diziam os pastores ” Lc 2, 18.

A nós, Jesus também se revela no meio da normalidade de nossos dias; e também nós necessitamos das mesmas disposições de simplicidade e humildade dos pastores para chegarmos até Ele. Devemos estar atentos para descobrir Jesus nos acontecimentos simples da vida habitual, deitado numa manjedoura e não em um berço de ouro, sem manifestações chamativas ou extraordinárias. Necessitamos da mesma disposição para divulgar Sua glória e simplicidade. Divulgar a alegria da Salvação a todos os homens.

Com essa mensagem, Maria e José estão nos pedindo para entrar em nossos lares para que possamos vivenciar o nascimento dessa nova era: a do Messias, Deus que fez-se Menino humilde e glorioso.


Meu coração está plenamente aberto para receber a Luz do Senhor?
Sei viver a humildade e o desprendimento?
 Sei reconhecer e divulgar o verdadeiro sentido do Natal?
O que aprendo com o testemunho dos pastores?



PROPÓSITO DO MÊS:
NESTE ADVENTO PROCURAREI PREPARAR MEU CORAÇÃO, DE MEUS FAMILIARES E DE PELO MENOS UM AMIGO PARA COMPREENDER E VIVER A GLÓRIA DO NATAL. FAREI UM PROPÓSITO DE DESPRENDIMENTO E HUMILDADE.


INTENÇÃO MENSAL:

OFERECEREI O TERÇO EM FAMÍLIA POR TODAS AS FAMÍLIAS PARA QUE POSSAM TAMBÉM CONHECER  A CRISTO SALVADOR.




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terça-feira, 26 de novembro de 2013



Fonte: Rádio Vaticano
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 > Documentos do Vaticano  > 2013-11-26 12:10:45
  



"A alegria do Evangelho": publicada a Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre o anúncio do Evangelho no mundo actual



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"A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus": assim inicia a Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium" com a qual o Papa Francisco desenvolve o tema do anúncio do Evangelho no mundo de hoje, recolhendo por outro lado a contribuição dos trabalhos do Sínodo que se realizou no Vaticano de 7 a 28 de Outubro de 2012, com o tema "A nova evangelização para a transmissão da fé". "Desejo dirigir-me aos fiéis cristãos - escreve o Papa - para os convidar a uma nova etapa de evangelização marcada por esta alegria e indicar direcções para o caminho da Igreja nos próximos anos" (1).


O Papa convida a "recuperar a frescura original do Evangelho”, encontrando "novas formas" e "métodos criativos", sem deixarmos enredar Jesus nos nossos "esquemas monótonos" (11). Precisamos de uma "uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão" (25). Requer-se uma "reforma das estruturas" eclesiais para que "todas se tornem mais missionárias" (27) . O Pontífice pensa também numa "conversão do papado", para que seja "mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe quis dar e às necessidades actuais da evangelização". A esperança de que as Conferências Episcopais pudessem dar um contributo para que "o sentido de colegialidade" se realizasse “concretamente” – afirma o Papa - "não se realizou plenamente" (32). E’ necessária uma “saudável descentralização" (16). Nesta renovação não se deve ter medo de rever costumes da Igreja "não directamente ligados ao núcleo do Evangelho, alguns dos quais profundamente enraizados ao longo da história" (43) .


Sinal de acolhimento de Deus é "ter por todo o lado igrejas com as portas abertas" para que os que vivem uma situação de procura não encontrem "a frieza de uma porta fechada". "Nem mesmo as portas dos Sacramentos se deveriam fechar por qualquer motivo". O Papa Francisco reafirma preferir uma Igreja "ferida e suja por ter saído pelas estradas, em vez de uma Igreja... preocupada em ser o centro e que acaba por ficar prisioneira num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se algo nos deve santamente perturbar ... é que muitos dos nossos irmãos vivem "sem a amizade de Jesus” (49).


O Papa aponta as "tentações dos agentes da pastoral": o individualismo, a crise de identidade, o declínio no fervor (78). "A maior ameaça" é "o pragmatismo incolor da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede na faixa normal, quando na realidade a fé se vai desgastando" (83). Exorta a não se deixar levar por um "pessimismo estéril " (84 ) e a sermos sinais de esperança (86) aplicando a "revolução da ternura" (88).


O Papa lança um apelo às comunidades eclesiais para não caírem em invejas e ciúmes: “dentro do povo de Deus e nas diversas comunidades, quantas guerras!" (98). "A quem queremos nós evangelizar com estes comportamentos?" (100). Sublinha a necessidade de fazer crescer a responsabilidade dos leigos, mantidos "à margem nas decisões" por um "excessivo clericalismo" (102). Afirma que "ainda há necessidade de se ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva na Igreja", em particular "nos diferentes lugares onde são tomadas as decisões importantes" (103). "As reivindicações dos direitos legítimos das mulheres ... não se podem sobrevoar superficialmente" (104). Os jovens devem ter "um maior protagonismo" (106). (…)


Abordando o tema da inculturação, o Papa lembra que "o cristianismo não dispõe de um único modelo cultural" e que o rosto da Igreja é "multiforme" (116). "Não podemos esperar que todos os povos ... para expressar a fé cristã, tenham de imitar as modalidades adoptadas pelos povos europeus num determinado momento da história" (118). O Papa reitera "a força evangelizadora da piedade popular" (122) e incentiva a pesquisa dos teólogos.

O Papa detém-se depois, "com uma certa meticulosidade, na homilia", porque "são muitas as reclamações em relação a este importante ministério e não podemos fechar os ouvidos" (135). A homilia "deve ser breve e evitar de parecer uma conferência ou uma aula " (138), deve ser capaz de dizer "palavras que façam arder os corações", evitando uma "pregação puramente moralista ou para endoutrinar" (142). Sublinha a importância da preparação." (…) O próprio anúncio do Evangelho deve ter características positivas: "proximidade, abertura ao diálogo, paciência, acolhimento cordial que não condena" (165).


Falando dos desafios do mundo contemporâneo, o Papa denuncia o actual sistema económico, que "é injusto pela raiz" (59). "Esta economia mata" porque prevalece a "lei do mais forte". A actual cultura do "descartável" criou "algo de novo": “os excluídos não são ‘explorados’, mas ‘lixo’, 'sobras'" (53). Vivemos uma "nova tirania invisível, por vezes virtual" de um "mercado divinizado", onde reinam a "especulação financeira", "corrupção ramificada", "evasão fiscal egoísta" (56). Denuncia os "ataques à liberdade religiosa" e as "novas situações de perseguição dos cristãos ... Em muitos lugares trata-se pelo contrário de uma difusa indiferença relativista" (61). A família - continua o Papa - "atravessa uma crise cultural profunda.


O Papa reafirma "a íntima conexão entre evangelização e promoção humana" (178 ) e o direito dos Pastores a "emitir opiniões sobre tudo o que se relaciona com a vida das pessoas" (182). "Ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião à secreta intimidade das pessoas, sem qualquer influência na vida social". "A política, tanto denunciada" - diz ele - "é uma das formas mais preciosas de caridade". "Rezo ao Senhor para que nos dê mais políticos que tenham verdadeiramente a peito ... a vida dos pobres!" Em seguida, um aviso: "qualquer comunidade dentro da Igreja" que se esquecer dos pobres corre "o risco de dissolução" (207) .


O Papa convida a cuidar dos mais fracos: "os sem-tecto, os dependentes de drogas, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados" e os migrantes, em relação aos quais o Papa exorta os Países "a uma abertura generosa" (210 ). "Entre estes fracos que a Igreja quer cuidar" estão "as crianças em gestação, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana" (213) . "Não se deve esperar que a Igreja mude a sua posição sobre esta questão ... Não é progressista fingir resolver os problemas eliminando uma vida humana" (214). Neste contexto, um apelo ao respeito de toda a criação: "somos chamados a cuidar da fragilidade das pessoas e do mundo em que vivemos" ( 216) .

Quanto ao tema da paz, o Papa afirma que é "necessária uma voz profética" quando se quer implementar uma falsa reconciliação "que mantém calados" os pobres, enquanto alguns "não querem renunciar aos seus privilégios" (218). Para a construção de uma sociedade "em paz, justiça e fraternidade" indica quatro princípios: "trabalhar a longo prazo, sem a obsessão dos resultados imediatos"; "operar para que os opostos atinjam "uma unidade multifacetada que gera nova vida"; "evitar reduzir a política e a fé à retórica; colocar em conjunto globalização e localização.


"A evangelização - prossegue o Papa - também implica um caminho de diálogo", que abre a Igreja para colaborar com todas as realidades políticas, sociais, religiosas e culturais (238). O ecumenismo é "uma via imprescindível da evangelização". Importante o enriquecimento recíproco: "quantas coisas podemos aprender uns dos outros!". Por exemplo, “no diálogo com os irmãos ortodoxos, nós os católicos temos a possibilidade de aprender alguma coisa mais sobre o sentido da colegialidade episcopal e a sua experiência de sinodalidade" (246). "O diálogo e a amizade com os filhos de Israel fazem parte da vida dos discípulos de Jesus" (248). "O diálogo inter-religioso", que deve ser conduzido "com uma identidade clara e alegre", é "condição necessária para a paz no mundo" e não obscurece a evangelização (250-251). "Diante de episódios de fundamentalismo violento", a Exortação Apostólica convida a "evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma adequada interpretação do Alcorão se opõem a toda a violência" (253). Contra a tentativa de privatizar as religiões em alguns contextos, o Papa afirma que "o respeito devido às minorias de agnósticos ou não-crentes não se deve impor de forma arbitrária, que silencie as convicções das maiorias de crentes ou ignore a riqueza das tradições religiosas" (255). Reafirma, assim, a importância do diálogo e da aliança entre crentes e não-crentes (257) .


O último capítulo é dedicado aos "evangelizadores com o Espírito", aqueles "que se abrem sem medo à acção do Espírito Santo", que "infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo em contracorrente" (259). Trata-se de "evangelizadores que rezam e trabalham" (262), na certeza de que "a missão é uma paixão por Jesus mas, ao mesmo tempo, uma paixão pelo seu povo" (268): "Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros" (270). "Na nossa relação com o mundo – esclarece o Papa - somos convidados a dar a razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam" (271). "Pode ser missionário - acrescenta ele - apenas quem busca o bem do próximo, quem deseja a felicidade dos outros" (272): "se eu conseguir ajudar pelo menos uma única pessoa a viver melhor, isto já é suficiente para justificar o dom da minha vida" (274



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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Palestra: "Cristo, Rei do Universo

Palestra e Missa em Honra da Virgem de Guadalupe

Uma das mais importantes festas do Calendário Litúrgico,  "Cristo Rei do Universo" - Um Reino de serviço e amor, será abordada em uma linda Palestra preparada pelo Padre Cleomar Ferronato, L.C. dia 12 de novembro. 



Agendas Bíblicas 2014 
Entre em contato conosco e solicite a sua.




Visualize e imprima os Temas Mensais 2013


quarta-feira, 30 de outubro de 2013


AGENDAS BÍBLICAS


Já estão disponíveis no Apostolado Virgem Peregrina da Família as Agendas Bíblicas Personalizadas 2014.

Além de ser muito bonita e ter uma linda e apaixonante imagem do rosto da Virgem de Guadalupe na capa, a Agenda Bíblica é um importante apoio no trabalho de evangelização por conter a leitura diária do Evangelho com comentários, além do resumo da história das aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, com os principais símbolos e sinais que levaram milhares de Índios Astecas a compreender a catequese ensinada pelos missionários Franciscanos e a se converterem ao cristianismo.


Adquira a sua ou presenteie alguém de uma forma muito especial!



Modelo Espiral: 

Agenda com uma linda imagem da Virgem de Guadalupe na capa.


Agenda espiral 2014
                                                                         

Contém:


Encarte personalizado com a história das aparições e o     significado dos símbolos e sinais.

* Evangelho diário com comentários.

* Indicação do Tempo Litúrgico vivido pela Igreja.







Modelo Luxo: 


Agenda com uma apresentação de capa diferenciada, em cor única, vem com o logo do Apostolado Virgem Peregrina da Família em sua capa.




Contém:

* Encarte personalizado com a história das aparições e
o significado dos símbolos e sinais.

* Evangelho diário com comentários.

* Indicação do Tempo Litúrgico vivido pela Igreja.








Para adquirir a sua agenda, entre em contato conosco por e-mail ou telefone, informando o seu CEP, que lhe forneceremos todas as informações de valor, forma de pagamento e frete que é calculado conforme a tabela dos Correios.



Apostolado Virgem Peregrina da Família - Regional São Paulo
(11)3031-0612 / 9.7958-9952


Para outros estados do Brasil, entrar em contato diretamente com o Apostolado Nacional
localizado em Brasília: virgemperegrina@virgemperegrina.com.br
www.virgemperegrina.com.br

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Jornada Mundial do Terço

Participe anualmente da Jornada Mundial do Terço sempre no primeiro sábado do mês de outubro

Convite Jornada Mundial do Terço

JORNADA MUNDIAL DO TERÇO


No 1º Sábado de Outubro

Participe conosco dia 05 de outubro

Igreja São Pedro e São Paulo

Rua Circular do Bosque, 31 - Jardim Guedala - São Paulo / SP




Quem não pode participar em grupo, não deixe de se unir ao Imaculado Coração de Maria em algum 
momento do seu dia, oferecendo o Santo Terço por Suas intenções e intenções particulares.


Visite os links e conheça tudo sobre a Jornada Mundial do Terço.

domingo, 15 de setembro de 2013

Setembro - Mês da Bíblia

Testamento de amor
Setembro mês da Bíblia



”Javé, tua palavra é para sempre, é mais estável do que o céu. Tua fidelidade continua,
de geração em geração, como a terra que fixaste, e ela permanece.” (Sl 119, 89-90)

Dentro do calendário litúrgico pastoral somos convidados neste mês de setembro a nos aprofundar nos tesouros dos textos sagrados e a ficar ainda mais atentos à escuta da Palavra de Deus aos tesouros que os textos sagrados têm a nos oferecer. É tempo de refletir sobre a Bíblia como fruto da inspiração divina e a sua importância para nossa vida.

“E a Palavra se fez carne e habitou entre nós.” (Jo 1, 14)

Nos relatos dos Evangelistas e das Cartas podemos beber dos ensinamentos daqueles que conviveram e aprenderam com o próprio Jesus, Palavra Viva de Deus ao seu povo amado. Jesus é a comunicação plena de Deus com a humanidade. Verbo Encarnado que se dá a conhecer pela Palavra, pelos gestos e por sua entrega total de amor e compaixão.

            “Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo” (Heb 1,1-2).

A palavra de Deus é viva, é realizadora, mais afiada do que toda a espada de dois gumes: ela penetra até onde se dividem a vida do corpo e a do espírito, as articulações e as medulas e é capaz de distinguir as intenções e os pensamentos do coração”  (Heb. 4,12).

É por meio da Palavra que Deus revela sua natureza, seu plano de salvação para o mundo e sua proposta de amor a toda humanidade. A experiência bíblica parte de uma manifestação divina na história humana, fazendo com que se torne a história  da salvação e que o ser humano seja sede de uma ação da glória de Deus.

Tu, porém, permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendestes. E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz a salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra”.       (II Timóteo, 14-17)



É tempo de abrir o coração para ouvir a Palavra de Deus, para ler com os olhos da alma este riquíssimo Testamento de amor a nós deixado. É tempo de refletir sobre nossa caminhada cristã e sobre nossa fé na manifestação Divina. Ler e meditar a Palavra é levá-la para dentro do coração e entregar-se à vontade de Deus que agiu e age na história transformando-a e santificando-a.


 Quem toma a iniciativa de se comunicar é Deus, fonte da vida (cf. Lc 20,38) - Vamos beber desta fonte!

Que a sabedoria que sai da Boca de Deus inunde nossas vidas, seja acolhida com entusiasmo e meditada em nossos corações, para que tenhamos a coragem de abrir a boca e proclamar ao mundo a Palavra de Deus.


Curiosidades sobre a Bíblia:

*A palavra “Bíblia” vem do grego e significa livros.
*O verdadeiro autor da Bíblia é o próprio Deus, que inspira os homens através dos tempos, com o Espírito   
  Santo que transcreve suas palavras e seus pensamentos.
 *A Bíblia inteira foi escrita num período que abrange mais de 1600 anos, sendo obra de cerca de 40 autores,  
   das mais variadas profissões: de humildes agricultores e pescadores até renomados reis.
*O Antigo Testamento é composto por 46 livros e o Novo Testamento por 27 livros.


DIVISÃO DA BÍBLIA

          A Bíblia é composta de 73 livros, agrupados em duas grandes partes principais: Antigo Testamento e Novo Testamento, o que, na linguagem bíblica, é a mesma coisa que dizer "Antiga Aliança" e "Nova Aliança".

          Desde tempos muito antigos, DEUS começou a revelar-se aos homens e, através de Abraão, fez com eles uma aliança, um "acordo": prometeu formar um povo escolhido a partir da descendência de Abraão, e acompanhá-lo sempre com sua graça, desde que o povo permanecesse fiel, reconhecendo o Deus verdadeiro como único Senhor e obedecendo aos seus mandamentos, deixando de prestar culto aos ídolos pagãos dos outros povos. Essa aliança foi "quebrada" muitas vezes pelo povo, mas Deus permaneceu fiel.

        A Antiga Aliança foi estabelecida por Deus já com a finalidade de ser uma preparação para a Nova, que se realizaria mais tarde com a encarnação, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Por ser assumida pelo próprio Cristo em nome dos homens, essa aliança é perfeita e definitiva, não mais precisando ser renovada. Além disso, não mais se dirige apenas ao povo de Israel, mas é agora uma aliança universal, aberta a todos os homens que aceitarem a salvação trazida por Jesus. A história dessa Nova Aliança, a partir do nascimento de Jesus, sua vida, seus ensinamentos e os primeiros passos da Igreja por ele fundada, constituem o assunto do Novo Testamento, a segunda parte da Bíblia.

       Mas há ainda na Bíblia outras divisões secundárias. O Antigo Testamento compõe-se de 46 livros assim agrupados:

O PENTATEUCO - Significa "livro em cinco volumes" ou rolos. São os cinco primeiros livros da Bíblia, que constituem para os judeus a "Lei" ou "Torá". São eles:  
  • Gênesis, que significa "Origem": narra a história da Criação e dos personagens simbólicos primitivos, como Adão e Eva, Caim e Abel, Noé e seus filhos, bem como a vida dos primeiros patriarcas históricos do povo de Deus: Abraão, Isaac, Jacó e José do Egito.
  • Êxodo, que significa "saída": narra a libertação do povo do Egito e sua caminhada de 40 anos pelo deserto, sob a liderança de Moisés, até chegar à Terra prometida. Inclui a entrega das tábuas da Lei a Moisés, no Monte Sinai.
  • Levítico, ou "livro das leis": interrompe a narração dos acontecimentos para enumerar uma longa série de prescrições e normas a serem cumpridas pelo povo.
  • Números, assim chamado porque começa com um recenseamento do povo e a genealogia das doze tribos, estabelecendo a parte da terra destinada a cada tribo. Também contém leis, e retoma o tema da marcha pelo deserto, com outra narrativa.
  • Deuteronômio ou "a segunda Lei": é um código de leis civis e religiosas, enquadrado num grande discurso de Moisés.  

LIVROS HISTÓRICOS - São 16 livros que narram a história da vida do povo a partir da entrada, conquista e instalação na Terra Prometida, sob a liderança de Josué; suas conquistas, suas guerras, suas infidelidades. São Designados pelos nomes dos líderes que estiveram à frente do povo, ou dos protagonistas dos acontecimentos narrados, incluindo várias mulheres. São eles:  
  • Josué, Juízes (Sansão, Gedeão, Débora, etc.)
  • Rute, 1º e 2º Samuel (incluindo os dois primeiros reis, Saul e Davi, ungidos pelo juiz Samuel)
  • 1º e 2º Reis (Salomão e seus descendentes, divisão do reino em duas partes)
  • 1º e 2º Crônicas (narrativas diversas sobre o tempo dos reis)
  • Esdras e Neemias (os dois restauradores do reino depois do exílio)
  • Tobias
  • Judite
  • Ester
  • 1º e 2º Macabeus


 LIVROS POÉTICOS e SAPIENCIAIS - Contêm orações, cânticos, ensinamentos, poemas. São eles:  
  • (uma parábola sobre a justiça de Deus)
  • Salmos (150 orações e cânticos de louvor e súplica, muitos deles atribuídos ao Rei Davi)
  • Provérbios (uma coleção de diversas máximas, ensinamentos, recomendações, conselhos)
  • Eclesiastes (que significa "o pregador", "aquele que fala na assembléia" com exortações de caráter filosófico, cujo tema principal é a vaidade das coisas humanas e seu pouco valor diante dos valores espirituais).
  • Cântico dos Cânticos (atribuído ao rei Salomão, é um canto de amor, imagem do amor de Deus - que é dom do Espírito Santo - e da fidelidade a Ele)
  • Eclesiástico (outro "pregador", desta vez chamado Ben Sirac com regras de vida, máximas de sabedoria profundamente inspiradas).  

 LIVROS PROFÉTICOSOs oráculos dos diversos profetas, consolando ou repreendendo o povo em nome de Deus, sempre chamando à conversão e mostrando o caminho da fidelidade a Deus. São 17 profetas, mais o livro das Lamentações, que é um anexo de Jeremias (alguns o consideram parte integrante do livro de Jeremias, e nesse caso o total de livros da Bíblia fica sendo 72). São eles: Isaías, Jeremias, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. E assim termina o Antigo Testamento.

O NOVO TESTAMENTO é formado por 27 livros, que são:

EVANGELHO - São quatro narrativas da vida de Jesus e seus ensinamentos, denominados segundo seus autores: Mateus, Marcos, Lucas e João.

ATOS DOS APÓSTOLOS - Livro escrito pelo evangelista Lucas, é a narrativa dos primeiros passos da Igreja Cristã a partir de Pentecostes, e da fundação das primeiras comunidades, sob a orientação e direção dos apóstolos, incluindo Paulo, que não fazia parte do grupo dos doze, mas também é considerado apóstolo.

CARTAS ou EPÍSTOLAS - São 21 cartas escritas pelos apóstolos (principalmente Paulo com 14, mas também Pedro - 2, João - 2, Tiago e Judas) destinadas às diversas comunidades cristãs, orientando-as em suas dúvidas e problemas. Somente as cartas de Paulo destinam-se a comunidades específicas, quase todas de origem grega: aos Romanos (cristãos de Roma), 2 aos Coríntios (cristãos de Corinto), aos Gálatas (cristãos da Galácia), aos Efésios (cristãos de Éfeso), Filipenses (cristãos de Filipos), Colossenses (de Colossos), 2 aos Tessalonicences (de Tessalônica), ou a pessoas específicas: Timóteo (2), Tito, Filêmon, e finalmente uma aos Hebreus (cristãos vindos do judaísmo).

APOCALIPSE - Significa Revelação: é o último livro da Bíblia. Escrito por São João em linguagem simbólica, contém exortações e palavras de esperança, lembrando aos cristãos perseguidos as promessas de Cristo de que todo mal seria vencido e o Reino de Deus chegaria, em seu devido tempo, à plenitude.


Fonte: Paróquia São João de Brito.



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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Jornada Mundial da Juventude

Acolhemos com grande alegria no coração, a visita do Papa Francisco no Brasil onde presidiu a Jornada Mundial da Juventude.

Para nós cristãos católicos, foi uma grande graça, uma renovação da fé, da esperança e a certeza do grande amor de Deus por todos nós. Nos esforçaremos para dar o suporte que nossos jovens precisam para seguir sua missão de evangelização.

Obrigada Papa Francisco por todas as mensagens e gestos de amor e bondade que dispensou com naturalidade e sinceridade de alma ao povo Brasileiro e aos jovens do mundo inteiro que vieram para estar conosco nesta ocasião inesquecível e especial. 

Até 2017!



Acompanhe todas as mensagens do Papa



Viagem Apostólica ao Rio de Janeiro (Brasil)
(22-29 de julho de 2013) 



JMJ Rio de Janeiro 2013


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Missa de Envio e Renovação de Compromisso


MISSA DE ENVIO E RENOVAÇÃO DE COMPROMISSO
Dia 26 de maio de 2013 às 10h30
Catedral Metropolitana de São Paulo


A evangelização com a Capela Peregrina surgiu de uma profunda devoção à Virgem de Guadalupe. Em cada celebração de envio, Sua presença é contemplada e podemos honrá-la com nosso amor e carinho, súplicas, agradecimentos e reconhecimento de Sua poderosa intercessão em nossas vidas.

É para nós uma grande graça esta celebração especial acontecer no mês de Maria, onde todos os movimentos marianos se unem com maior intensidade em oração e, desta forma a coroamos com nosso amor e devoção.

A Capela Peregrina de Nossa Senhora de Guadalupe é um importante instrumento de evangelização, através dela, esperamos unir as famílias em oração, e leva-las à comunhão com Deus.

Os Zeladores e Famílias que abrem suas portas para recebê-la buscam fomentar o amor a Santíssima Virgem através da reza do Santo Terço, como um dos meios  privilegiados e mais eficazes para aproximar as almas de Jesus Cristo e levar à plena comunhão com Ele. Desta forma, zeladores, famílias e devotos tornam-se peregrinos com a Capela.

Peregrino é aquele que:

*  Compromete-se com sua fé e é coerente com ela.
*  Declara publicamente que crê em Jesus e venera Maria.
*  Arranca de seu coração os valores gerados pelo orgulho e pelo egoísmo, entregando-o totalmente aos valores do amor, e convida os outros a fazer o mesmo. 

Zelador é aquele que:

Ao aceitar o chamado amoroso de Maria para colaborar com Ela na salvação das almas, se converte em um meio pelo qual Deus se utiliza para se comunicar com a humanidade. Ele será as mãos, os pés, os olhos, a mente e o coração de Maria. Através do Zelador, Ela quer salvar almas, quer que os homens possam sentir quanto os ama e como deseja que amem a seu Filho Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia.

A Missa do dia 26 de maio é para o envio de novas capelas, onde, novos zeladores assumem um compromisso de amor e devoção e todos os zeladores, suas famílias, famílias zeladas e devotos, são convidados a se unirem em uma grande renovação de compromisso pessoal com esta especial devoção mariana.

Esperamos reunir zeladores e devotos do estado de São Paulo.



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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Maio, mês de Maria


Maio, mês de Maria.


“Surgiu um grande sinal no céu, uma mulher revestida de sol,
 tendo a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa...”. (Ap 12-1)

A devoção Mariana no mês de maio surgiu no século XVI, mas se intensificou no século XVIII. Hoje esta devoção já é popular, é valorizada como prática devocional e enriquecida com elementos bíblicos e litúrgicos que a envolve no Tempo Pascal.

Maria, a serva bem-aventurada de Deus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, é o maior exemplo de humildade, serviço, mansidão, amor e fidelidade, por isso homenageá-la, é para os cristãos católicos, uma grande alegria, um momento especial para renovar a fé neste grande mistério e de se unir ao Anjo Gabriel em sua especial saudação: “Ave cheia de Graça, o Senhor está contigo”, e com Maria aprender a se dispor ao serviço de Deus com humildade: “Eis aqui a Serva do Senhor”, e a dizer sim ao grande projeto de amor de Deus: “faça-se me mim segundo a vossa Palavra”.

Maria, serva bendita do Criador, foi preparada pela Graça divina para receber em seu ventre o Filho de Deus, o Salvador: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. Honrá-la com carinho é cumprir a profecia: “Por isso, desde agora, todas as gerações me proclamarão bem-aventurada”.

Maria, Mãe da Igreja. Ela nos aproxima de Seu Filho na Eucaristia. Ela é o modelo insubstituível de vida na igreja, na Eucarística. Ela nos acompanha no caminho ao encontro do Senhor que vêm!

“Ouça meu pequeno filho, eu sou a Sempre Virgem, Santa Maria, Mãe do Deus Verdadeiro, Criador e Autor do céu e da terra. Desejo que se construa um templo em minha honra, onde derramarei o meu amor, compaixão, socorro e proteção. Sou a vossa Mãe dadivosa, Mãe amorosa para com vossos companheiros que me amam e confiam em mim, procurando o meu auxilio. Prestarei ouvido aos lamentos e darei consolo em todas as suas tristezas e sofrimentos.” (Virgem de Guadalupe – 1ª Aparição).

A recitação do terço incrementa e valoriza a devoção a Maria no mês de maio nas igrejas e em especial em família. O Rosário é uma forma de oração simples, mas de profundo sentido contemplativo, “Recitar o Rosário significa aprender a contemplar Cristo, com os olhos da sua Mãe, amar Jesus com o coração da sua Mãe”. (João Paulo II).

 O Rosário é uma oração centrada na contemplação da vida de Cristo, a quem a Virgem Maria esteve intimamente associada, é uma oração meditativa. Contemplemos Jesus nos olhos e no coração de Maria que tudo meditava em seu coração.


Não há como se comparar, perfeito é quem te criou, se o Criador te coroou, nós também aqui na terra, teus filhos, te coroamos, “Nossa Rainha”.

Desta forma, finalizamos o mês devotado à Virgem Maria, coroando a Sua Imagem, num gesto simbólico que representa nosso carinho, amor e reconhecimento de Sua grandeza e realeza junto aos anjos do céu, a Deus nosso Criador, a Seu Divino Filho Jesus nosso Salvador e ao Divino Espírito Santo, nosso Santificador.

Quanto mais benevolência granjeares desta Augusta Rainha e Virgem Fiel,
 mais pura fé terás em todo o teu proceder!

Que todas as famílias se unam em oração através do amor de Maria para que fortalecidos e em comunhão com Jesus Cristo possam caminhar seguros rumo ao Reino de Deus.


Virgem de Guadalupe rogai por nós!

Apostolado Virgem Peregrina da Família
Regional São Paulo