quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Paz e consagrados nas intenções de oração do Papa para janeiro



29/12/2014 11:04










Cidade do Vaticano (RV) - O ano de 2015 se abre com uma Intenção Universal de oração pela promoção da paz.

"Para que as pessoas de diferentes tradições religiosas e todos os homens de boa vontade colaborem na promoção da paz", diz o texto proposto pelo Papa ao Apostolado da Oração.

Em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, em 1º de janeiro de 2015, Francisco pede orações “a fim de que cessem as guerras, os conflitos e os inúmeros sofrimentos provocados quer pela mão do homem quer por velhas e novas epidemias e pelos efeitos devastadores das calamidades naturais. Rezo de modo particular para que, respondendo à nossa vocação comum de colaborar com Deus e com todas as pessoas de boa vontade para a promoção da concórdia e da paz no mundo, saibamos resistir à tentação de nos comportarmos de forma não digna da nossa humanidade”.

Ano da Vida Consagrada

Já a Intenção pela Evangelização é dedicada aos consagrados: "Para que, neste ano dedicado à vida consagrada, as consagradas e os consagrados descubram a alegria de seguir a Cristo e se dediquem zelosamente ao serviço dos pobres".

No dia 30 de novembro de 2014, foi dado início ao ano dedicado à Vida Consagrada, que só terminará em 2 de fevereiro de 2016. O Papa Francisco reconhece que a alegria do Evangelho caminha lado a lado com o serviço dos pobres, realizado por diversos corações generosos ao redor do mundo. Ele nos convida a rezar para a redescoberta dessa alegria, fruto do aprofundamento das raízes da vocação, e retornar ao primeiro chamado.

Fonte: Rádio Vaticano



Comece uma vida nova no ano de 2015
É preciso resgatar o que nós, homens e mulheres, perdemos neste mundo: o amor pelas coisas de Deus, pela obra divina. A partir disso, com o poder do Espírito Santo, nos transformaremos em criaturas novas, ressuscitadas, e a criação ressurgirá ainda mais bela”.

Monsenhor Jonas Abib - Fundador da Comunidade Canção Nova


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Homilia do Papa Francisco na Solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe 12/12/14


"Não estou Eu aqui que sou Tua Mãe?..."

Vaticano, 12 Dez. 14 / 04:29 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco celebrou na Basílica de São Pedro a missa pela Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, onde pediu “à Rainha, à minha Senhora, a minha jovenzinha, a minha pequena, como a chamou San Juan Diego (…), que continue acompanhando, auxiliando e protegendo a nossos povos”.

À continuação, a íntegra da homilia do Papa Francisco:

“Que os povos vos louvem, ó Deus,

Tenha Deus piedade de nós e nos abençoe,
faça resplandecer sobre nós a luz da sua face,
para que se conheçam na terra os seus caminhos
e em todas as nações a sua salvação.
Que os povos vos louvem, ó Deus,
que todos os povos vos glorifiquem.
Alegrem-se e exultem as nações,
porquanto com equidade regeis os povos e
 dirigis as nações sobre a terra”. (Salmo 66)


A oração do salmista, de súplica, de perdão e de benção dos povos e das nações e, ao mesmo tempo, de alegria e louvor, expressa o sentido espiritual desta celebração Eucarística. São os povos e as nações de nossa Grande Pátria latino-americana que hoje comemoram com gratidão e alegria a festividade de sua “padroeira”, Nossa Senhora de Guadalupe, cuja devoção se estende do Alasca até a Patagônia. E com o Arcanjo Gabriel e Santa Isabel, até nós, eleva-se a nossa prece filial: “Ave Maria, cheia de Graça, o Senhor é contigo…” (Lc 1,28).

Nesta festividade de Nossa Senhora de Guadalupe, faremos grata memória de sua visita e materna companhia; cantaremos com Ela o seu “magnificat”; e lhe confiaremos a vida de nossos povos e a missão continental da Igreja.

Quando apareceu a San Juan Diego em Tepeyac, apresentou-se como a “perfeita sempre Virgem Santa Maria, Mãe do verdadeiro Deus” (Nican Mopohua); e deu lugar a uma nova visita. Correu premurosa para abraçar também os novos povos americanos, numa dramática gestação. Foi como “ um grande sinal no céu: uma mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 12,1), que assumiu para si a simbologia cultural e religiosa dos indígenas, anuncia e doa seu Filho aos novos povos de sofrida mestiçagem.

Muitos pularam de alegria e esperança diante de sua visita e diante do dom de seu Filho e a mais perfeita discípula do Senhor se tornou “a grande missionária que levou o Evangelho à nossa América” (Aparecida, 269). O Filho de Maria Santíssima, Imaculada grávida, se revela assim desde as origens da história dos novos povos como “o verdadeiro Deus, graças ao qual se vive”, boa nova da dignidade filial de todos os seus habitantes. Já ninguém mais é servo, mas todos somos filhos de um mesmo Pai e irmãos entre nós.

A Santa Mãe de Deus não apenas visitou estes povos, mas quis permanecer com eles. Deixou impressa misteriosamente a sua imagem sagrada no “manto” de seu mensageiro para que nos recordássemos sempre, tornando-se assim símbolo da aliança de Maria com estes povos, a quem se confere alma e ternura.

Por sua intercessão, a fé cristã começou a ser o mais rico tesouro da alma dos povos americanos, cuja pérola preciosa é Jesus Cristo: um patrimônio que se transmite e se manifesta até hoje no batismo de uma multidão de pessoas na fé, na esperança e na caridade de muitos, na preciosidade da piedade popular e também no ‘ethos’ dos povos, visível na consciência da dignidade da pessoa humana, na paixão pela justiça, na solidariedade com os mais pobres e sofredores, na esperança, por vezes contra toda esperança.


Por isso nós, hoje, podemos continuar a louvar Deus pelas maravilhas que atuou na vida dos povos latino-americanos. Deus escondeu estas coisas aos sábios e entendidos e as revelou aos pequenos e simples de coração” (cf. Mt 11,21). Nas maravilhas que o Senhor realizou em Maria, Ela reconhece o estilo e o modo de agir de Seu Filho na história da salvação. Superando os juízos mundanos, destruindo os ídolos do poder, da riqueza, do sucesso a todo custo, denunciando a autossuficiência, a soberba e os messianismos secularizados que afastam de Deus, o cântico mariano confessa que Deus se compraz em subverter as ideologias e as hierarquias mundanas.
Enaltece os humildes, auxilia os pobres e os pequeninos, sacia com bens, bênçãos e esperanças os que confiam em sua misericórdia de geração em geração, enquanto abate os ricos, os poderosos e os dominadores de seus tronos. O “Magnificat” nos introduz nas Bem-aventuranças, síntese primordial da mensagem evangélica. À sua luz, nos sentimos impulsionados a pedir que o futuro da América Latina seja forjado pelos pobres e por aqueles que sofrem, pelos humildes, por aqueles que têm fome de justiça, pelos piedosos, pelos puros de coração, por aqueles que trabalham pela paz, pelos perseguidos por causa do nome de Cristo, porque “deles será o reino dos Céus” (cf. Mt 5,1-11).

Fazemos esta exortação porque a América Latina é o “continente da esperança”, porque para ela esperam-se novos modelos de desenvolvimento que conjuguem tradição cristã e progresso civil, justiça e igualdade com reconciliação, desenvolvimento científico e tecnológico com sabedoria humana. Sofrimento fecundo com alegria esperançosa. É possível tutelar esta esperança somente com grandes doses de verdade e de amor, fundamentos de toda realidade, motores revolucionários de uma autêntica vida nova.
Depositemos estas realidades e desejos no altar como dom agradável a Deus. Implorando o Seu Perdão e confiando em Sua misericórdia, celebramos o sacrifício e a vitória pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o único Senhor, o “libertador” de todas as nossas escravidões e misérias derivadas do pecado. Ele nos chama a viver a verdadeira vida, uma vida mais humana, uma convivência como Filhos e irmãos, já abertas as portas “da nova terra e dos novos céus” (Ap 21,1).

Imploremos a Santíssima Virgem Maria, em sua vocação guadalupana – a Mãe de Deus, a Rainha, a minha Senhora, a minha jovenzinha, a minha pequena, como a chamou San Juan Diego, e com todos os apelativos amorosos com os quais se dirigem a Ela na piedade popular – para que continue a acompanhar, ajudar e proteger os nossos povos. E para que conduza, por mão, todos os filhos que peregrinam nessas terras ao encontro de seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, presente na Igreja, em sua sacralidade, e especialmente na Eucaristia, presente no tesouro de sua Palavra e ensinamentos, presente no santo povo fiel de Deus, naqueles que sofrem e nos humildes de coração. Assim seja. Amém!"



Fonte: 


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Missa em Honra de Nossa Senhora de Guadalupe 12/12/14

Papa Francisco presidirá Missa em honra a Nossa Senhora  de Guadalupe


Cidade do Vaticano (RV) – Dia 12 de dezembro, Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, o Papa Francisco presidirá uma Celebração Eucarística na Basílica de São Pedro, em honra a Padroeira da América Latina. O Pontífice confiará à sua intercessão a evangelização das populações da América, seu crescimento em humanidade e a construção de condições de paz, justiça e unidade entre as suas nações irmãs.



A Santa Missa – lê-se num comunicado da Pontifícia Comissão para a América Latina – terá início às 18 horas da sexta-feira, 12 de dezembro. A partir das 16h45min as bandeiras de todos os países do continente farão seu ingresso na Basílica, prestando homenagem à imagem de Nossa Senhora de Guadalupe e a seguir será recitado o “Rosario Guadalupano”, além de orações do Advento, acompanhadas por cantos da tradição latino-americana.


A Missa será acompanhada por cantos da Missa Criola, do compositor Ariel Ramírez. A execução será dirigida pelo filho de Ariel, Facundo Ramírez, que será acompanhado por seu grupo musical argentino, que terá Patrícia Sosa como convidada, e a colaboração do Coro Romano “Musica Nova”.

“A presença deste grupo musical foi possível graças à colaboração da Presidência argentina. “Não se tem dúvida de que o evento adquire um significado especial e de grande repercussão por ser presidido pelo primeiro Papa latino-americano na história da Igreja”. (JE)
Fonte: Rádio vaticano 

Participe desta Solenidade em São Paulo, na Catedral Metropolitana às 12h00.
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